Wednesday, January 2, 2008

Cap.7 A escola

A evolução das sociedades dá-se num sentido tecnológico, a escola “educa” futuras sociedades, então da vontade de perguntar o porquê de a escola não se render a esta evolução.
Neste capítulo o autor defende uma informatização da escola, sugere a existência de uma escala de mudança, que vá da micromudança até à megamudança.
Para o autor existem três grandes forças que podem levar à mudança:
· A grande industria;
· A revolução na aprendizagem;
· O poder das crianças.

Os pais devem fazer pressão sobre as escolas, estas devem ter condições tecnológicas que façam face as necessidades dos seus alunos, para que esta não seja encarado como algo desactualizado, que não acompanha as mudanças afastando-se da realidade e afastando assim também o interesse dos alunos.
Não concordo com a substituição total dos métodos tradicionais e acho que um ensino em casa só porque existem mais condições a nível tecnológico não é o suficiente, a formação de uma criança em cidadão não se faz entre quatro paredes, faz-se em sociedade e a escola tradicional é a principal influência nesse crescimento.
Vou dar um pequeno exemplo acerca do colégio onde andei ate ao meu 9º ano, anos após a minha saída este ganhou um prémio num concurso, ornando-se assim a escola do futuro, em que esta foi equipada com material “das novas tecnologias”, imensos computadores, quadros e etc. pouco tempo depois deu uma reportagem no telejornal em que dizia que o interesse dos alunos tinha aumentado significativamente assim como as suas notas, penso se calhar pelo facto de sentirem que na escola tinham contacto com as novas tecnologias que tanto gostam e as usavam em sala de aula para aprender o que os fez interessarem-se pelos conteúdos a serem ensinados.

As escolas devem acompanhar a mudança dos tempos e quando digo escolas digo também os professores que devem ter preparação para essa mesma mudança. Infelizmente o estado Português acha que os estádios de futebol contribuem mais para a educação do que escolas bem equipadas, é o que parece, no entanto falasse agora do novo plano tecnológico já em vigor, vamos ver se é desta.

Cap.6 Projectos

O autor começa este capítulo caracterizando-o como um mini – curso de fluência tecnológica destinado a toda a família. Dizendo mais, se a nossa linguagem natural nos permite discutir acerca de todos os assuntos porquê não considerar o mesmo para a competência tecnológica.
Ao ler este capítulo uma das ideias com que fiquei foi que realmente todos nos podemos fazer o que quisermos com o computador, basta mesmo isso querer, que não existe uma idade em que se ganham capacidades. Referindo ainda o que Papert diz, hoje em dia tudo esta à distância de um click, é incrível, é preciso é faze-lo e saber como faze-lo principalmente.
Fala-se então no desenvolvimento de projectos e como os desenvolver, deixo os três princípios orientadores referidos pelo autor:
1- Os projectos devem alcançar objectivos no entanto, não devem ter em si mesmo o objectivo final, os melhores projectos abrem portas a novas situações.
2- “O que é bom para uns é bom para outros”.
3- Um bom projecto familiar de utilização do computador deve ter as suas raízes na cultura das crianças.

Cap.5 Família tecnológica???

Este capitulo baseia-se essencialmente na implicação que as novas tecnologias mais precisamente o computador têm no seio familiar.
Hoje em dia as crianças já nascem na sua maioria com um computador em casa e este mediatamente se torna um “brinquedo” apetecível. Assim as crianças muito cedo desenvolvem competência nesta área, passando assim o computador a ter grande importância nas suas vidas.
Muitas crianças já não jogam tanto a bola nem brincam com bonecas, utilizando esse tempo no computador, numa janela aberta para o mundo que tem a sua casa que lhes dá a oportunidade de fazer mil e uma coisas ali mesmo.
Os pais reagem a estas mudanças de hábito com alguma inquietude como acho que é natural, não sabendo por vezes como encarar e acompanhar esta mudança.
Assim relativamente a isto o autor aborda o tema numa vertente do desenvolvimento de uma cultura familiar da aprendizagem, isto tem a ver com uma consciencialização das suas dificuldades por parte de cada membro da família, partindo assim para diversas formas de aprender, de dialogo e de partilha, sempre que para isso haja uma necessidade de respeito, Seymour Papert dá importância aos pais aplicarem as boas práticas de aprendizagem, transmitindo-as assim aos filhos.
Por isso penso que primeiro que tudo importante que se olhe para o computador como mais uma valia dentro de uma casa e não um factor de afastamento entre pais e filhos, estes podem “explorar”, conhecer e aprender a compreender o computador de forma conjunta desde que estejam dispostos a isso.
E sem dúvida que nesta área os papeis se vão inverter em muitas situações, os pais e avós vão aprender com os seus filhos e netos.

O computador em vez de se tornar uma barreira pode-se tornar uma fonte de comunicação entre gerações.

Assim para terminar ficam algumas dicas sobre como os pretendem ensinar devem pensar, que Papert refere neste capítulo:
· Ninguém nasceu com o conhecimento sobre este assunto;
· Não se esquecer do que sentiu quando era principiante;
· A melhor maneira de aprender é praticando;
· O objectivo é ensinar, não resolver os problemas pelas pessoas.